Tristeza ou Depressão?

Entenda as diferenças entre tristeza e depressão:

A tristeza é uma emoção, assim como a alegria, a raiva ou o medo; é passageira.

Normalmente, sentimos tristeza quando criamos expectativas em relação a algo e quando não acontece do jeito que planejamos, sentimo-nos frustrados. Junto a isto, e que pode corroborar para um estado de frustração, ainda existem as perdas comuns da vida como demissão, morte de um ente querido, fim de um relacionamento etc.

Sentir tristeza por esses momentos é normal. A tristeza faz parte da vida.

Existe um limiar entre a tristeza e a depressão, é onde a emoção se encontra. A diferença é que a tristeza vai e vem, não fica por muito tempo, sendo passageira.

Quando a tristeza se instala por um tempo duradouro, mais de 15 dias, isso já é um alerta.

É preciso termos mais cuidado e atenção, observar se essa emoção não está permanente, desencadeando em nós um quadro depressivo.

É muito importante termos em mente que a tristeza faz parte das emoções cotidianas da vida.

Vejamos esse vídeo para nos atentarmos para as diferenças entre tristeza e depressão:

Devemos não interpretar a tristeza como um episódio depressivo, já que como dito, o sofrimento faz parte da vida. É perigoso, sublinhamos, quando ocorre em longo prazo.

Atualmente, nossa sociedade se tornou intolerante ao sofrimento e busca soluções rápidas e fáceis para o desenvolvimento emocional. Muitas vezes, é preciso acolher essa tristeza, nos perguntarmos do por que determinadas situações nos acontecem, afinal, nosso emocional é resultado do nosso cotidiano. Fique a atento!

É muito, muito importante essa observação!

É importante o pedido de ajuda, procure um profissional para avaliar os sintomas e ajudar a entender porque a tristeza se instalou. A tristeza não é patológica, o que é patológico é a depressão.

Quando a tristeza se torna perigosa?

Quando a tristeza passa a ser um sentimento recorrente e começa a afetar o bem-estar, é como se soasse uma sirene. É uma tristeza que não dá vontade de sair da cama, não dá vontade de tomar banho, de sair de casa, inexiste a vontade de socialização. A pessoa deixa de sonhar, perde perspectivas para o futuro, perde o foco, é como se a vida estivesse ficando sem colorido.

Pensando em um quadro depressivo leve, os dias são produtivos. A pessoa vai à escola ou trabalho, faz as atividades cotidianas, porém existe uma tristeza, tudo é feito no modo automático, “sem sentido”. As ações são realizadas apenas pelo impulso da obrigação. É muito comum que as pessoas pensem que essa desmotivação seja algo atrelado simplesmente à sua personalidade, que sentir essa tristeza é algo natural. Então, elas passam a viver dentro de um contexto depressivo, no qual dias sem graça e sem motivação passam a ser uma realidade angustiante. E por conta dessa confusão, desse erro de leitura sobre seu estado emocional, a procura por um profissional não ocorre e, obviamente, não se chega a um diagnóstico do transtorno.

Já no quadro depressivo grave, a tristeza passa a tomar conta da rotina, a pessoa deixa de fazer as atividades do dia a dia, ela não consegue fazer quase nada e fica sem energia. Tudo se torna muito difícil, desde as atividades mais simples até as mais complexas.