Depressão vs Ansiedade

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Infopédia de Bárbara Videira

A depressão e a ansiedade são duas doenças facilmente confundíveis por, em muitos casos, andarem de mãos dadas – mas nem sempre é o caso! Apesar de serem as duas doenças de teor psicológico mais recorrentes e ponto de partida para as demais doenças existentes, estas têm de ser encaradas de forma distinta e autónoma, de modo a poderem ser tratadas de forma mais conveniente.

Mas afinal o que é depressão?

Depressão é um transtorno que se caracteriza pela presença maioritária de humor deprimido no dia-a-dia da pessoa afetada. Esse humor carrega também pensamentos de inutilidade e culpa pela mesma, não conseguindo assim achar motivação para melhorar, pois deixa de acreditar nas suas potencialidades enquanto ser social e interessante. Estes comportamentos acabam por influenciar a sua capacidade de concentração, o seu apetite (que pode diminuir ou aumentar drasticamente!), o seu sono (dormir demasiado ou insónias constantes), diminuir a sua sociabilidade e pode até levar a pensamentos suicidas.

E ansiedade?

A ansiedade é um transtorno que acarreta medos e preocupações excessivas acerca de assuntos quotidianos ou de preocupações com o futuro, definindo-se por uma sensação de perigo iminente. Estes sentimentos descontextualizados originam os tão conhecidos “ataques de ansiedade”, que podem incluir forte dificuldade em respirar, tonturas, vómitos e até tremores. Estes ataques podem acontecer de forma aparentemente aleatória ou terem algum receio momentâneo associado – como fazer alguma atividade ou estar em algum sítio ligeiramente contrariado. Este fator acaba por também afetar as capacidades socializadoras do indivíduo.

O que a depressão e a ansiedade têm em comum?

Os pontos comuns das duas doenças são os efeitos colaterais que vão surgindo no indivíduo ao longo do tempo: como já mencionado, a perda ou aumento de apetite e sono, o desenvolvimento de fobia social, a falta de valorização individual, entre tantos.

Uma pessoa pode viver com estas doenças durante vários anos, se as ignorar. Podem existir fases mais calmas que podem dar a ilusão de cura, mas, à semelhança das doenças físicas, é importante lembrar que apenas com tratamento profissional e especializado se consegue curar uma doença de foro psicológico.

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